Quando chegamos aos Estados Unidos, em 2017, nosso começo como imigrantes não foi fácil. Trabalhamos, nos adaptamos e fomos entendendo aos poucos como construir uma vida nova em outro país.
Foi quando começamos a empreender que nossa realidade mudou de verdade.
Criar nosso próprio negócio nos Estados Unidos trouxe mais estabilidade, mais autonomia e também nos ensinou algo que levamos conosco desde então: em uma mudança de país, empreender pode abrir caminhos que um emprego tradicional nem sempre oferece.
Essa experiência ficou muito presente quando começamos a planejar nossa mudança para a Itália.
Nós sabíamos que encontraríamos uma realidade econômica diferente da americana e que precisaríamos pensar com cuidado em como gerar renda aqui.
Por isso, antes mesmo de chegar, começamos a observar possibilidades de negócio que combinassem com a Itália, com a região onde queríamos viver e também com aquilo que nós mesmos valorizávamos como consumidores.
Foi assim que começamos a olhar para o turismo.
E, dentro dele, para algo que sempre marcou as nossas próprias viagens: as experiências gastronômicas.
A ideia surgiu pensando no que nós mesmos procuramos quando viajamos
Sempre que viajamos, gostamos de fazer experiências.
Não queremos apenas conhecer os principais pontos turísticos de um lugar. Gostamos de participar de alguma atividade que nos aproxime da cultura local e que, depois, se transforme em uma memória daquela viagem.
E uma experiência que sempre chamou nossa atenção foram as cooking classes.
Já participamos de aulas de culinária durante viagens à Itália e também à Colômbia, e esses momentos acabaram se tornando algumas das lembranças mais marcantes dessas viagens.
Foi então que surgiu uma pergunta bastante simples:
Por que não criar uma experiência gastronômica desse tipo no sul da Itália?
A ideia não nasceu de tentar inventar algo completamente novo. Nasceu de lembrar o que nós mesmos procurávamos quando viajávamos.
Por que pensamos em um negócio voltado para turistas
Quando começamos a analisar possibilidades de negócios na Itália, percebemos que trabalhar com turismo poderia fazer bastante sentido para nós.
O turista viaja justamente para viver experiências.
Durante uma viagem, as pessoas normalmente reservam parte do orçamento para restaurantes, passeios, atividades e momentos que dificilmente fariam no cotidiano.
Por isso, em vez de pensar apenas em vender um produto, começamos a pensar em criar uma experiência.
E queríamos que ela tivesse uma ligação verdadeira com a Itália.
Comida, massa fresca, molho, convivência e aquela sensação de estar participando de algo local.
Foi daí que começou a nascer o Mani e Farina.
A proposta era criar uma cooking class realmente imersiva
Desde o início, não queríamos uma experiência em que o participante simplesmente assistisse alguém cozinhar.
A ideia era justamente o contrário.
Queríamos que cada pessoa participasse.
Durante a experiência, os visitantes colocam literalmente a mão na massa.

Eles aprendem com um chef italiano, preparam a própria massa, participam do preparo do molho, cozinham e depois aproveitam aquilo que ajudaram a produzir.
O objetivo sempre foi fazer com que aquela pessoa saísse dali sentindo que viveu algumas horas da cultura italiana, e não apenas que participou de uma aula.
Esse conceito acabou se tornando a base do Mani e Farina.
Como encontramos o espaço para começar
Quando chegamos à Itália, já tínhamos a ideia.
O próximo desafio era entender como colocar aquilo em prática.
E uma oportunidade surgiu de uma forma bastante natural.
Temos um amigo que possui um restaurante na região. O restaurante funciona principalmente no período da noite, o que significava que o espaço permanecia disponível durante boa parte do dia.
Começamos a conversar.
Dessa conversa nasceu uma colaboração que nos permitiu começar a realizar as experiências durante os horários em que o restaurante não estava funcionando.
Para nós, foi uma forma interessante de iniciar o projeto usando uma estrutura que já existia e testando a ideia na prática.
Não precisamos começar criando uma operação enorme.
Começamos com aquilo que fazia sentido naquele momento.
O Mani e Farina começou em abril de 2026
A operação começou oficialmente em 1º de abril de 2026.
A partir dali começamos a receber os primeiros participantes.
E uma das coisas mais interessantes aconteceu rapidamente: começaram a chegar turistas de diferentes partes do mundo.
Pessoas com idiomas, culturas e histórias completamente diferentes, mas que tinham uma coisa em comum: estavam na Itália e queriam viver uma experiência ligada à gastronomia italiana.

Desde o início, os feedbacks têm sido muito positivos.
Os comentários aparecem sobre a experiência como um todo, sobre o chef, sobre a equipe e, principalmente, sobre a participação durante a cooking class.
Para nós, essa resposta foi uma confirmação importante de que aquela ideia que nasceu durante o planejamento da mudança realmente encontrava espaço no turismo da região.
Criar um negócio na Itália também foi um processo de adaptação
Ter experiência anterior com empreendedorismo ajuda.
Mas isso não significa que chegar em outro país e começar um negócio seja simplesmente repetir o que já funcionou em outro lugar.
A Itália tem outra cultura, outra dinâmica, outras regras e outra forma de fazer negócios.
Por isso, uma parte importante desse processo tem sido observar.
Entender o turista que chega aqui.
Entender a região.
Entender o que as pessoas procuram.
Conversar com parceiros locais.
E adaptar a ideia conforme a realidade que encontramos.
Esse talvez seja um dos maiores aprendizados que trouxemos da nossa trajetória como empreendedores: uma boa ideia precisa funcionar no lugar onde ela será executada.
Começar menor também pode ser uma estratégia
Quando pensamos em empreender, é fácil imaginar que precisamos começar com tudo pronto.
Um espaço próprio, uma estrutura grande, uma equipe completa e muito investimento antes mesmo de receber o primeiro cliente.
Nossa experiência com o Mani e Farina foi diferente.
A parceria com um restaurante que já possuía estrutura disponível durante parte do dia nos permitiu começar de uma maneira muito mais simples.
Primeiro colocamos a experiência para funcionar.
Depois começamos a ouvir os clientes.
Observamos o que eles gostavam.
Percebemos o que poderia melhorar.
E fomos construindo o negócio enquanto ele acontecia.
Para nós, isso fez muito sentido.
O turismo gastronômico abriu uma possibilidade que não tínhamos imaginado antes
Antes de começarmos a pensar no Mani e Farina, já sabíamos que gastronomia e Itália eram praticamente inseparáveis.
Mas existe uma diferença grande entre olhar para isso como turista e olhar como empreendedor.
Quando você começa a prestar atenção nas experiências que as pessoas procuram durante uma viagem, percebe que existe um universo que vai muito além de hotel e restaurante.
As pessoas querem aprender.
Querem experimentar.
Querem conhecer alguém local.
Querem levar uma história para casa.
Uma cooking class consegue reunir várias dessas coisas em poucas horas.
E talvez seja exatamente por isso que nós mesmos sempre procuramos esse tipo de experiência quando viajamos.
O que estamos aprendendo com o Mani e Farina
O projeto ainda é muito novo.
Começamos em abril de 2026, então estamos vivendo essa história agora.
Mas algumas coisas já ficaram claras para nós.
A primeira é que observar o comportamento do consumidor pode ser mais importante do que tentar inventar uma ideia do zero.
O Mani e Farina nasceu porque nós mesmos éramos consumidores desse tipo de experiência.
A segunda é que começar não significa necessariamente criar toda a estrutura definitiva desde o primeiro dia.
Encontrar uma parceria que fizesse sentido nos permitiu testar a ideia e começar a receber clientes.
E a terceira é que ouvir quem participa da experiência é fundamental.
Os feedbacks que recebemos ajudam a entender o que realmente marca o turista e quais partes da experiência são mais valorizadas.
Não existe uma fórmula única para empreender na Itália
Nossa experiência não deve ser interpretada como um passo a passo para abrir uma empresa ou criar uma cooking class na Itália.
Cada negócio tem uma estrutura diferente.
A cidade muda.
O espaço muda.
As autorizações podem mudar.
A situação de cada empreendedor também muda.
O que estamos contando aqui é simplesmente como a ideia surgiu e como nós começamos a transformá-la em um negócio real.
Existem muitas decisões, análises e etapas por trás de qualquer operação.
E algumas delas precisam necessariamente ser avaliadas com profissionais qualificados antes de começar.
O que vem pela frente
Ainda temos muito para aprender.
O Mani e Farina começou há poucos meses e continua evoluindo à medida que recebemos novos turistas e acumulamos novas experiências.
Mas ver pessoas de diferentes países entrando no espaço, preparando massa, cozinhando juntas e saindo felizes tem sido uma confirmação muito especial.
Uma ideia que começou durante nossas conversas sobre a mudança para a Itália acabou se transformando em algo real.
E talvez essa seja a parte mais interessante de empreender em outro país.
Você chega com algumas ideias.
Encontra uma realidade diferente daquela que imaginava.
Adapta.
Testa.
Aprende.
E, aos poucos, começa a construir algo novo.

Conheça o Mani e Farina
Para quem estiver viajando pela Puglia e quiser conhecer a experiência, todas as informações sobre as cooking classes, disponibilidade e valores estão no site oficial:
